Inversão dos pólos magnéticos pode causar um apagão na internet

Novos estudos afirmam que o campo magnético da Terra, essencial para reduzir os impactos da radiação solar, está perdendo, aos poucos, sua estabilidade. A verdade é que os polos magnéticos trocaram de posições em inúmeras ocasiões ao longo da história terrestre e o farão muitas vezes mais.

O campo magnético da Terra possui dois polos (norte e sul) que não são estáticos e cujas variações se deslocam até 16 km por ano. Dessa forma, o campo magnético nunca está em um único lugar e os polos se invertem, aproximadamente, a cada 450 mil anos.

De acordo com o trabalho de uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, a última inversão dos polos ocorreu há 781 mil anos.

O campo magnético da Terra possui dois polos (norte e sul)

Hoje, a Terra está se movendo em direção à sua próxima inversão, obedecendo ao fato de o seu núcleo interior crescer cada vez mais, obstruindo o núcleo externo, o que, por fim, acabará debilitando o campo magnético do planeta.

Isto significa que os sinais do satélite lutariam para penetrar a atmosfera, conduzindo a uma falta do serviço de Internet, de navegação do GPS, de TV por satélite assim como o sinal de telefonia móvel.

Além disso, o aumento das correntes no campo magnético da terra, ou magnetosfera, poderia teoricamente levar a um aumento da eletricidade em linhas de energia, que pode incapacitar transformadores elétricos e centrais elétricas, levando a uma perda temporária de eletricidade em uma região.

Os pássaros usam os pólos magnéticos para navegação

Um campo magnético fraco ou instável poderá ser uma evidência clara de que a inversão dos polos terrestres está para acontecer. As consequências da mudança no magnetismo da Terra afetariam também a orientação da fauna silvestre, como aves e baleias, que utilizam o campo magnético para se situarem.

As mudanças dos polos ocorrem devido a turbulências imprevisíveis no núcleo terrestre. Ao enfraquecer o campo magnético do planeta, elas nos deixam mais vulneráveis aos ventos solares, a tal radiação emitida pelo sol.

A Terra será mais vulnerável às tempestades solares

Phil Livermore, professor de geofísica, e Jon Mound,  também professor de geofísica, ambos da Universidade de Leeds, escreveram em um artigo sobre o tema: “Se isso acontecesse hoje, o aumento de partículas carregadas chegando à Terra resultaria em aumento aos riscos para satélites, aviação e infra-estrutura elétrica terrestre.”

A dupla continua: “O simples fato de que estamos ‘atrasados’ para uma inversão completa e o fato de que o campo da Terra está diminuindo atualmente a uma taxa de 5 por cento por século, levou a sugestões de que o campo pode reverter nos próximos 2.000 anos.”

Fonte: Express UK

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