Astrônomos vão procurar vida alienígena em exoplaneta

O sistema estelar Wolf 1061 está a apenas 14 anos-luz de distância e os astrônomos já estão criando, as bases, para começar a procurar sinais de vida extraterrestre na atmosfera em um dos planetas.

À medida que aumenta a caça de planetas habitáveis ​​além do nosso sistema solar, cada vez mais candidatos perto de terra estão aparecendo. Desta vez um pequeno exoplaneta rochoso dentro da chamada “zona habitável” orbitando a estrela Wolf 1061.

Ilustração do exoplaneta Wolf 1061c – Créditos: ESO

Os astrônomos estão começando a identificar quais desses estranhos novos planetas podem, em breve, ter uma atenção especial com a próxima geração de telescópios avançados na Terra e no espaço.

Conhecido por hospedar três exoplanetas, o sistema Wolf 1061 é interessante, pois poderia ser um alvo para o Telescópio Espacial James Webb (JWST) da NASA que está programado para ser lançado em 2018.

Programado para ocupar o ponto Lagrange L2 – uma ilha de gravidade calma com mais de um milhão de quilômetros de distância na sombra da Terra – o infravermelho do JWST poderá ser usado para detectar componentes atmosféricos em mundos que, hipoteticamente, abrigariam vida.

Outros projetos de caça aos exoplanetas, como o Satélite TESS, o Satélite CHEOPS e a missão PLATO serão lançados em breve.  O intuito é auxiliar na pesquisa para definir o potencial habitável destes planetas distantes.

Ilustração criada pela NASA do satélite TESS

Mesmo estando nas zonas habitáveis ​​de estrelas, os exoplanetas (como o de Wolf 1061) são propícios a serem muito quentes ou muito frios para ter água líquida na superfície. Na Terra, onde há água líquida, há vida, e se há água nesses mundos, pode haver vida lá também.

Essa é a lógica básica, mas há muitos fatores em jogo que determinam se um planeta pode realmente abrigar a vida. Assim, se caracterizado adequadamente as atmosferas exoplanetárias, será possível detectar os produtos químicos que podem revelar a presença de processos biológicos. Como Wolf 1061 hospeda um pequeno exoplaneta rochoso (chamado Wolf 1061c) dentro de sua zona habitável, é um dos locais exoplanetários mais propícios para descobrir essa evidência biológica.

“O sistema Wolf 1061 é importante porque é muito próximo e abre oportunidades para fazer estudos de acompanhamento para checar se realmente tem vida”, disse Stephen Kane, astrônomo da Universidade Estadual de San Francisco.

Trabalhando com pesquisadores da Universidade Estadual do Tennessee, a equipe de Kane tomou medidas precisas do sistema Wolf 1061 para calcular a extensão de sua zona habitável, atividade estelar e órbitas planetárias. Interessantemente, Wolf 1061c tem uma órbita caótica que é fortemente influenciada pela gravidade dos outros planetas no sistema, fazendo com que ele se mova às vezes mais perto da estrela e em outros momentos mais longe. Ela também ocupa a borda interna da zona habitável da estrela, o que representa um dilema para seu verdadeiro potencial habitável.

Vênus, por exemplo, está dentro da borda interna da zona habitável do Sol, mas Vênus é tudo menos ‘habitável’, apesar de ter aproximadamente o tamanho da Terra. A atmosfera venusiana tóxica e espessa é a conseqüência de um efeito de estufa onde muita energia foi aprisionada pela atmosfera, fazendo com que aquecesse até temperaturas de ebulição do chumbo.

Planeta Vênus está na chamada “zona habitável”

Embora possa ter sido um planeta mais temperado , qualquer água que existia na sua superfície foi dividida em átomos de hidrogênio e oxigênio. As únicas regiões de Vênus que são remotamente ‘semelhantes à Terra‘ estão no alto da atmosfera de Vênus.

Wolf 1061c, talvez seja também um ‘exo-Vênus‘, embora a variabilidade em sua órbita possa criar rajadas de resfriamento global seguido de aquecimento intenso. “Isso poderia causar o congelamento do planeta ou aquecimento a níveis insuportáveis”, disse Kane em um comunicado.

Tal como a grande maioria dos mundos encontrados dentro das zonas habitáveis ​​das estrelas, as qualidades terrestres do Wolf 1061c podem ser limitadas ao seu tamanho e à distância orbital aproximada da sua estrela, mas isso não significa que não pode acolher vida extraterrestre, apenas significa que será muito diferente do que estamos acostumados na Terra.

Fonte: Live Science

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