6 catástrofes cósmicas que podem acabar com a vida na Terra

Se você se perguntar qual é a maior ameaça à existência humana, você provavelmente pensaria em guerra nuclear, aquecimento global ou uma doença pandêmica em massa. Mas assumindo que podemos superar esses desafios, estamos realmente seguros?

Viver em nosso pequeno planeta azul parece seguro até que você esteja ciente do que se esconde no espaço. Os seguintes desastres cósmicos são apenas algumas maneiras de aniquilamento da humanidade.

Nosso sol não é tão pacífico como se pode pensar. Ele cria campos magnéticos tão fortes que geram impressionantes manchas solares, às vezes muitas maiores do que a Terra. Ele também ejeta um fluxo de partículas e radiação – o vento solar. Se mantido sob controle pelo campo magnético da Terra, este vento pode causar belas luzes do norte e do sul. Mas quando se torna mais forte, também pode influenciar a comunicação via satélite ou causar falhas de energia.

Impacto de raios solares sobre o campo magnético da terra

A tempestade solar mais poderosa documentada atingiu a Terra em 1859. O incidente, chamado evento Carrington , causou enorme interferência nos equipamentos eletrônicos em pequena escala. Tais eventos devem ter acontecido várias vezes no passado.

Nos últimos anos nos tornamos totalmente dependentes de equipamentos eletrônicos. A verdade é que nós sofreríamos muito se acontecesse outro evento Carrington ou algo ainda mais poderoso. Mesmo que isso não destruísse a humanidade instantaneamente, representaria um imenso desafio. Não haveria eletricidade, aquecimento, ar-condicionado, GPS ou internet.

Temos plena conciência dos perigos que os asteróides podem representar para a humanidade, afinal há fortes evidências que contribuíram para a extinção dos dinossauros. Pesquisas recentes mostraram que há inúmeras rochas espaciais em nosso sistema solar que poderiam representar perigo.

Ilustração de um impacto de asteroide com a Terra

Estamos no ponto de partida para contemplar e desenvolver sistemas para nos proteger contra alguns dos asteróides menores que poderiam nos atingir. Mas contra os mais grandes e raros, estamos totalmente desamparados. Talvez o impacto não destruirá a Terra (ou vai torná-la inabitável), mas poderia destruir a humanidade causando enormes tsunamis, incêndios e outros desastres naturais.

Os perigos cósmicos anteriores ocorrem na base de uma determinada probabilidade, sabemos com certeza que nosso sol vai terminar sua vida em 7,72 bilhões de anos. Neste ponto, ele vai jogar fora a sua atmosfera exterior para formar uma nebulosa planetária, terminando como um remanescente estelar conhecido como um anã branca.

Sirius B (uma anã branca) em comparação à terra

Mas a humanidade não experimentará essas etapas finais. Com envelhecimento do sol, seu raio ficará mais de 200 vezes maior, chegando muito perto da Terra. E seu brilho, 5 000 vezes mais intenso. Isso quer dizer que a estrela estará lançando sobre o sistema solar 5 000 vezes mais energia do que hoje. O calor na Terra será muito superior ao de Vênus atualmente, que é de 500 graus Celsius.

Explosões de energia extremamente poderosas chamadas rajadas de raios gama podem ser causadas por sistemas binários de estrelas (duas estrelas orbitando um centro comum) e supernovas (estrelas explodindo). Essas rajadas de energia são extremamente poderosas porque concentram sua energia em um feixe estreito que não dura mais do que segundos ou minutos. A radiação resultante de um pode danificar e destruir a camada de ozônio, deixando a vida vulnerável à radiação UV do sol.

Uma explosão de raios gama perto da Terra poderia ser devastador.

Astrônomos descobriram um sistema de estrelas que poderia hospedar um evento como esse. O sistema WR 104 está cerca de 5.200-7.500 anos-luz de distância, não está longe o suficiente para ser seguro. E só podemos especular quando a explosão vai acontecer.

As explosões de Supernova, ocorrem quando uma estrela atingiu o fim de sua vida, ocorrem, em média, uma ou duas vezes a cada 100 anos em nossa Via Láctea. Eles são mais propensos a ocorrer próximo ao centro denso da Via Láctea e estamos a cerca de dois terços do caminho a partir do meio.

Supernova na galáxia NGC 4526

Então podemos esperar uma explosão de supernova próxima em breve? A estrela Betelgeuse – um super gigante vermelha próximo ao final de sua vida – na constelação de Orion está apenas 460-650 anos-luz de distância. Poderia se tornar uma supernova agora ou no próximo milhão de anos.

Felizmente, os astrônomos estimaram que uma supernova só nos afetaria se estivesse ao menos 50 anos-luz para sua radiação danificar a camada de ozônio. Assim parece que esta estrela particular não deve ser uma preocupação.

Enquanto isso, uma estrela errante em seu caminho através da Via Láctea pode chegar tão perto do nosso sol ao ponto de interagir com a ‘nuvem de Oort’ na borda do sistema solar, que é a fonte de nossos cometas. Isso pode levar um enorme cometa se colidir com a Terra.

Nuvem de Oort

O próprio sol segue um caminho através da Via Láctea que nos leva através de nuvens de gás interestelar. Atualmente estamos dentro de uma bolha menos densa criada por uma supernova. O vento solar e o campo magnético solar ajudam a criar uma região semelhante a uma bolha em torno do nosso sistema solar – a heliosfera – que nos protege da interação com o meio interestelar. Quando deixamos esta região entre 20.000 e 50.000 anos, nossa heliosfera poderia ser menos eficaz, expondo a Terra. Poderíamos encontrar um aumento das alterações climáticas tornando a vida mais desafiadora para a humanidade,se não impossível.

O fim da humanidade na Terra é um dado. É algo que não podemos mudar, semelhante às nossas vidas, a humanidade teve um início e terá um fim. Isso é o que nos define e nos faz perceber que a única coisa que podemos fazer é aproveitar ao máximo nosso tempo na Terra. Especialmente quando sabemos que a Terra precisa de um equilíbrio cuidadoso para sustentar a humanidade.

Fonte: Live Science

Astrônomos vão procurar vida alienígena em exoplaneta

O sistema estelar Wolf 1061 está a apenas 14 anos-luz de distância e os astrônomos já estão criando, as bases, para começar a procurar sinais de vida extraterrestre na atmosfera em um dos planetas.

À medida que aumenta a caça de planetas habitáveis ​​além do nosso sistema solar, cada vez mais candidatos perto de terra estão aparecendo. Desta vez um pequeno exoplaneta rochoso dentro da chamada “zona habitável” orbitando a estrela Wolf 1061.

Ilustração do exoplaneta Wolf 1061c – Créditos: ESO

Os astrônomos estão começando a identificar quais desses estranhos novos planetas podem, em breve, ter uma atenção especial com a próxima geração de telescópios avançados na Terra e no espaço.

Conhecido por hospedar três exoplanetas, o sistema Wolf 1061 é interessante, pois poderia ser um alvo para o Telescópio Espacial James Webb (JWST) da NASA que está programado para ser lançado em 2018.

Programado para ocupar o ponto Lagrange L2 – uma ilha de gravidade calma com mais de um milhão de quilômetros de distância na sombra da Terra – o infravermelho do JWST poderá ser usado para detectar componentes atmosféricos em mundos que, hipoteticamente, abrigariam vida.

Outros projetos de caça aos exoplanetas, como o Satélite TESS, o Satélite CHEOPS e a missão PLATO serão lançados em breve.  O intuito é auxiliar na pesquisa para definir o potencial habitável destes planetas distantes.

Ilustração criada pela NASA do satélite TESS

Mesmo estando nas zonas habitáveis ​​de estrelas, os exoplanetas (como o de Wolf 1061) são propícios a serem muito quentes ou muito frios para ter água líquida na superfície. Na Terra, onde há água líquida, há vida, e se há água nesses mundos, pode haver vida lá também.

Essa é a lógica básica, mas há muitos fatores em jogo que determinam se um planeta pode realmente abrigar a vida. Assim, se caracterizado adequadamente as atmosferas exoplanetárias, será possível detectar os produtos químicos que podem revelar a presença de processos biológicos. Como Wolf 1061 hospeda um pequeno exoplaneta rochoso (chamado Wolf 1061c) dentro de sua zona habitável, é um dos locais exoplanetários mais propícios para descobrir essa evidência biológica.

“O sistema Wolf 1061 é importante porque é muito próximo e abre oportunidades para fazer estudos de acompanhamento para checar se realmente tem vida”, disse Stephen Kane, astrônomo da Universidade Estadual de San Francisco.

Trabalhando com pesquisadores da Universidade Estadual do Tennessee, a equipe de Kane tomou medidas precisas do sistema Wolf 1061 para calcular a extensão de sua zona habitável, atividade estelar e órbitas planetárias. Interessantemente, Wolf 1061c tem uma órbita caótica que é fortemente influenciada pela gravidade dos outros planetas no sistema, fazendo com que ele se mova às vezes mais perto da estrela e em outros momentos mais longe. Ela também ocupa a borda interna da zona habitável da estrela, o que representa um dilema para seu verdadeiro potencial habitável.

Vênus, por exemplo, está dentro da borda interna da zona habitável do Sol, mas Vênus é tudo menos ‘habitável’, apesar de ter aproximadamente o tamanho da Terra. A atmosfera venusiana tóxica e espessa é a conseqüência de um efeito de estufa onde muita energia foi aprisionada pela atmosfera, fazendo com que aquecesse até temperaturas de ebulição do chumbo.

Planeta Vênus está na chamada “zona habitável”

Embora possa ter sido um planeta mais temperado , qualquer água que existia na sua superfície foi dividida em átomos de hidrogênio e oxigênio. As únicas regiões de Vênus que são remotamente ‘semelhantes à Terra‘ estão no alto da atmosfera de Vênus.

Wolf 1061c, talvez seja também um ‘exo-Vênus‘, embora a variabilidade em sua órbita possa criar rajadas de resfriamento global seguido de aquecimento intenso. “Isso poderia causar o congelamento do planeta ou aquecimento a níveis insuportáveis”, disse Kane em um comunicado.

Tal como a grande maioria dos mundos encontrados dentro das zonas habitáveis ​​das estrelas, as qualidades terrestres do Wolf 1061c podem ser limitadas ao seu tamanho e à distância orbital aproximada da sua estrela, mas isso não significa que não pode acolher vida extraterrestre, apenas significa que será muito diferente do que estamos acostumados na Terra.

Fonte: Live Science